Sofisticação

 In Momento de Reflexão

“A simplicidade é o último grau de sofisticação.”

Leonardo da Vinci

 

“Simplicidade é o refinamento do coração e sofisticação da alma.”

Scheila F. Scisloski

 

“Requer-se certo grau de sofisticação para que se aprecie a simplicidade.”

Hermes Fernandes

 

“Felicidade não exige sofisticação, ela vem das coisas simples; Não existe um atalho, ela tem o próprio caminho”

di matioli

 

 

Temos percebido muita coisa estranha e descabida.  As pessoas estão buscando ostentar cada dia mais.  E se endividar cada vez mais.  A palavra “ostentação” exerce um fascínio desmesurado sobre aqueles que não têm maturidade ou cultura suficiente para perceber que isto é mera ilusão.  E se escapa da sofisticação a passos cada vez mais largos.  A vulgaridade nas maneiras se estende ao vestuário e a todas as outras coisas que compõem o todo de uma pessoa.

Quando alguém ascende socialmente, precisa se fazer notado e foge da simplicidade como o diabo foge da cruz. Neste aspecto, a questão cultural se mostra com força total. Se, ao enriquecer, o capital cultural for de alta qualidade, a simplicidade de excelente gosto tomará conta da mente daquele ser. Entretanto,  se a  cultura enraizada na mente da pessoa for pouca ou de qualidade insatisfatória,  esta se mostrará com toda a sua pujança nas maneiras as mais exóticas e desregradas.

Se nos voltarmos para algumas décadas atrás, perceberemos que as mulheres e os homens mais sofisticados primavam por roupas discretas, mas que tinham um corte absolutamente perfeito, caimento impecável e todos os seus adereços eram caríssimos, mas discretos.  Permitiam-se extravagâncias nos meios de transporte que utilizavam, como carros, iates ou aviões. E os filmes passaram a explorar esse refinamento, mas buscando o sonho da classe média dos anos 50, 60 e 70, que queriam ostentar e seguir os atores e atrizes de um mundo que lhes era inacessível.  Viajar era caríssimo e para os muito ricos, apenas.

O mundo foi mudando por uma série de fatores tecnológicos e, por conseguinte, econômicos.  O capital começou a mudar de mãos.  Os que haviam perdido durante muitos e muitos séculos, começaram a aprender fórmulas muito mais eficientes e engenhosas de fazer dinheiro e de lucrar muito mais.  É claro que as visões de mundo também foram se modificando, de acordo com essas novas lentes.  Aqueles que têm muito poder se destacam pela simplicidade no vestir e na locomoção.  É claro que usam roupas de excelentes grifes e bicicletas de ótimas marcas.  Ou até podem radicalizar e utilizar o transporte público. Mas acabam se destacando pela simplicidade sofisticada.  Jamais falam alto, são gentis no trato com os demais.  A educação dos filhos assume um valor capital e optam pelas excelentes escolas e universidades.

O tempo, cada vez mais curto, é ampliado com as facilidades da modernidade nos lares e ambientes de trabalho. E fica constatado que a simplicidade traz uma sofisticação de alto padrão – não financeiro, mas de qualidade de vida, ancorada no capital cultural, condição fundamental  para a que a sofisticação possa ser apreciada na sua mais profunda essência:  a simplicidade.

Na contramão, os que precisam ostentar um luxo desmesurado em todos os seus setores de vida, mostram que, na verdade, o que lhes falta é a simplicidade, que só é conquistada após um pesado investimento no capital cultural.  São os que não se importam em incomodar os demais, porque eles tudo podem, já que têm muito dinheiro, mas não têm cultura ou formação.

Então, chegamos à conclusão de que, se desejamos ser sofisticados, sejamos cultos!  Leiamos cada vez mais!  Aprendamos a bem redigir e a bem explicitar nossas ideias.  Aí, nós brilharemos muito!  Seremos apreciados por nossa cultura, nossa educação e nossa forma simples de viver, que pode ser, sem dúvida, muito sofisticada. Entretanto, reservaremos tal sofisticação para nossos mais queridos pares.  Por que não?

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