Religião e Fé são sinônimos? – 3a parte

 In Momento de Reflexão

 

“É no Natal que contamos em reviver o milagre da vida do homem extraordinário – Jesus Cristo.”

Erasmo Shallkytton

 

“Que o espírito de Natal de Jesus venha cheio de virtudes e invada suas vidas!”

Marcos Alves de Andrade

 

Jesus nasceu em Nazaré.  Não em 25 de dezembro.  Não se sabe a data exata de seu nascimento.  Há muitas conjecturas a esse respeito.  Sabe-se que a data que é cultuada foi adotada no século IV, pela igreja católica, provavelmente para desvincular a data de uma festa pagã ao deus Sol, que nada mais era que o solstício de inverno, já comemorado por todos os povos pagãos. E, para que não houvesse um conflito com a tradição adotada por muitos séculos, o 25 de dezembro foi fixado como a data de Seu nascimento. Entretanto, é preciso que se considere o fato de que os Reis Magos foram avisados do nascimento do Messias que pastoreavam suas ovelhas, numa noite e eles andaram ao relento, seguindo uma estrela que lhes apareceu e, em Belém, no mês de dezembro, é muito frio e eles não teriam conseguido fazer o percurso de suas cidades na Arábia (Gaspar), Pérsia (Melquior) e India (Baltasar) até a manjedoura. Eram chamados de “magos” devido ao grande conhecimento que possuíam de Astrologia, além de serem filósofos.  Apesar das grandes divergências,  coloca-se o mês de março como o mais provável, mais para o final do mês.

A fuga para o Egito não se deveu ao fato de que Herodes tivesse medo do Messias prometido, que estaria a caminho.  Herodes era romano; portanto, politeísta.  Toda a questão que envolve o nascimento de Cristo é que ele era descendente do rei Davi, pelo lado de seu pai.  Por essa razão, a figura de José sempre foi relegada a segundo plano. Herodes e, portanto, Roma, tinham receio de que Jesus, se vivo ficasse, reclamasse para si o trono da Judéia.  A inscrição sobre a cruz, posteriormente, foi considerada como irônica, mas ela jamais foi.  Ele era, por direito de linhagem, rei dos judeus. Ainda um detalhe interessante: Herodes reinou em ter VI e IV aC. Ou seja, antes do período indicado pelos evangelistas.

O local de nascimento de Jesus gera controvérsias.  Muitos autores apontam que a cidade de Belém é dada como Seu local de nascimento para que a profecia de Miquéias estivesse correta. Esta profecia diz que o Messias nasceria ali, mas vem aumentando o número de autores que dizem que ele teria nascido na Galiléia.  É preciso que se considere um fato de suma importância: todas as narrativas sobre o nascimento de Jesus começaram a se propagar cerca de 100 anos depois de sua morte.  Não havia mais possibilidade de se encontrar pessoas que, efetivamente, testemunhassem os fatos narrados nos Evangelhos. E sabemos que quem conta um conto, aumenta um ponto. O ditado popular é absolutamente verdadeiro no que tange o relato de fatos históricos.

Não se pode duvidar de Sua existência.  Autores não cristãos e de diversas etnias falam sobre esta pessoa que deixou marcas indeléveis por onde passou.  Se dúvidas podem existir são as que questionam se aquele ser que foi chamado Jesus é o Messias, é o Salvador, é Deus.  Isso já é uma questão de fé de cada segmento religioso ou místico.  A pessoa, sem dúvida alguma, existiu.  Esteve num contexto histórico e foi um homem revolucionário em diversos sentidos. Pregou amor num cenário de ódio extremo. Expulsou os vendilhões do templo porque ali não pode ser um local de comércio.  É de adoração. Atualmente, vemos as igrejas praticarem todo tipo de comércio e de estratagema para obter dinheiro à custa da dor alheia.  E ainda falarem em Deus e em Jesus. O perdão de uma consciência ou o lenitivo para uma dor não é objeto de barganha. É objeto de FÉ extrema. FÉ não admite nenhum tipo de transação.  Nasce no íntimo de um ser e ali se desenvolve. Você pode dar a essa energia que faz com que você se mantenha vivo o nome que desejar.  Menos vinculá-la a dinheiro.

Mesmo que você acredite quer Jesus não foi o Messias, ele foi considerado o “ungido”. “Christos”, em grego, significa ungido. Ou seja, que foi uma figura historicamente marcante, não cabe questionamento, até mesmo porque, mesmo depois de mais de dois mil anos de sua existência, ainda falamos (e muito), neste ser.

Mas como interpretar, da forma mais idônea possível, um homem que existiu e que deixou tantas dúvidas? Meu caro leitor amigo, esta conversa ficará para nosso próximo encontro.

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