O poder feminino sempre existiu!

 In Momento de Reflexão

Virou moda!  O que se quer dizer, exatamente, com o empoderamento feminino?  Quanta falta de informação!!!!!!!  As mulheres sempre tiveram imenso poder, em todas as sociedades.  Nas antigas, a questão da trindade se baseava num princípio feminino, num masculino e na união desses dois princípios, através de um deus ou energia, pouco importa o nome,  que os unia.

As civilizações antigas sempre cultuaram a figura feminina como a mantenedora da vida, por estátuas de mulheres grávidas ou como igual a seu parceiro masculino.  O Período Paleolítico mostra, através de registros em esculturas (cerca de 25000 a.C.), que a mulher era a Ancestral Divina, uma vez que lhe cabia a função da procriação e manutenção do núcleo familiar.  Era delas a última palavra quanto a todos os assuntos; ou seja, seu status era o que mostrava o maior poder dentro da comunidade familiar. As civilizações suméria, assíria, egípcia, deram à mulher lugar de proeminência e de igualdade a seu oposto complementar, o homem.  Sem mencionar as sociedades hindus e orientais.

Mas, por volta de 1500 a.C., a civilização ocidental começa a tomar corpo e a questão da força feminina começa a não mais agradar os invasores indo-europeus, que se encarregaram de destruir ou reescrever muitas das histórias que envolviam a Deusa como a grande construtora do edifício humano.  O mito ruiu e a função vital feminina desapareceu.

A sociedade e a religião patriarcal começaram a ganhar força e a figura feminina foi posta de lado, como uma espécie de “servidora” da nova ordem masculina. As religiões antigas foram totalmente esquecidas e a misoginia tomou conta das religiões e da ordem social.  A mulher deixou de ter o papel preponderante e se tornou a “ajudante” do edifício social e cultural.

O papel da sociedade romana se torna preponderante nesse apagar violento da divindade feminina, da construtora e mantenedora da vida.  Os imperadores romanos que se tornaram cristãos foram totalmente radicais.  Decidiram eliminar todos os vestígios das religiões que eles chamaram de pagãs, por serem politeístas.  É evidente que, neste contexto, a figura feminina foi totalmente deixada de lado ou tratada de forma um tanto pejorativa, como no mito de Adão e Eva, onde a serpente, que tem vários simbolismos a ela ligados, se associa a Eva para tentar destruir Adão e retomar o poder de criação, associada a ele. E este “pecado” não é tolerado pela divindade suprema, Deus, um ser distante que forma a trindade com o Filho e o Espírito Santo (talvez uma reminiscência da Deusa).  E Deus os expulsa do paraíso, o Jardim do Éden. A partir daí, as figuras da mulher e da serpente não se dissociam e passam a ser consideradas como fonte de lascívia e pecado, causas dos infortúnios existentes no mundo.

Eu arriscaria o pensamento de que somente a partir da descoberta dos Manuscritos do Mar Morto e dos Evangelhos Apócrifos, em 1947, com a redescoberta da importância da mulher nas sociedades antigas e, sobretudo, com a figura de Maria Madalena se mostrando como a maior discípula de Cristo (leia-se esposa), a figura feminina começa, lentamente, uma escalada de revalorização.  Nas décadas de 50 e 60 surgem as grandes pensadoras,  as grandes costureiras que vão revolucionar a moda,  as exploradoras da terra e do ar, as cientistas.  Depois das duas grandes guerras, são elas a assumirem o controle das fazendas, lares e fábricas, inaugurando a jornada dupla de trabalho.

Pode parecer bobagem para você, leitor amigo, mas veja o quanto o cinema colocou a figura da mulher como “a rainha do lar”,  aquela que vivia para o marido  e para os filhos,  esquecendo-se de si mesma. Na década de 50, os filmes bíblicos se tornam moda e mostram a mulher pecadora, lasciva, que se contrapunha à que era vista em filmes modernos, dona de casa perfeita e mãe amorosa e dedicada.

A Era de Aquário veio para revolucionar e modificar o que era o padrão e há o retorno (fatalmente) aos padrões que deram origem ao mundo tal como o conhecemos.  Há grandes divergências quanto ao início efetivo desta nova era.  Os dois momentos  mais significativos são os anos de 2150 ou 2620.   É o momento em que as mulheres voltam a desempenhar seu papel de sacerdotisas, desta vez auxiliadas pelos homens e não mais como co-partícipes de uma jornada em que a energia masculina tudo dominava.   O reinício que a Era de Aquário marca, mostra a mulher retomando seu papel de líder, mas de uma forma criativa e inovadora.  As máquinas vêm substituir a força braçal.  Intuição e criatividade se tornam as palavras mestras e a chave propulsora desta era cheia de avanços tecnológicos e humanos em todas as áreas do conhecimento.  É neste quesito que os trinta e sete canais mentais da mulher se tornam muito mais eficazes que os dezoito do homem.

Assim sendo, vamos estudar mais o poder das mulheres ao longo da História e projetar o que será o retorno desse poder. Portanto, caro amigo leitor, não pode haver empoderamento de quem sempre exerceu poder, mesmo que de bastidores.

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