A VIOLÊNCIA PODE SER PRODUTIVA?

 In Momento de Reflexão

A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota.

Jean-Paul Sartre

A violência não é força, mas fraqueza, nem nunca poderá ser criadora de coisa alguma, apenas destruidora.

Benedetto Croce

A violência é uma questão de poder. As pessoas se tornam violentas quando se sentem impotentes.

Andrew Schneider

O ser humano é, por natureza, violento.  Precisou defender seu território de grupos de predadores, de intempéries, de todo tipo de invasão e tentativa de destruição.  E isto permaneceu na memória da espécie.

Quando deixou de ser nômade e se fixou num determinado lugar,  o grupo já social começou a estabelecer regras onde a violência não deveria existir dentro do grupo,  mas contra as ameaças que chegavam, de todas as formas e tipos.

Os confrontos se tornaram mais numerosos e uma determinada ordem começou a ser formada; dentro do grupo, havia aqueles que começaram a se especializar na defesa de sua sociedade.  E isso levou a derrotas terríveis para uns e a mais sede de poder a outros.  A ideia de poder como demonstração força surgia.  Aqueles que se especializavam nas lutas assumiram o controle do grupo social.

Uma coisa se tornou patente nas sociedades antigas. Quando se formavam, o diálogo predominava na busca do bem comum e da melhoria de condições de vida para todos.  À medida que aquela sociedade se tornava mais e mais forte, as disputas tomavam lugar porque existia o medo da perda de poder por parte dos que ditavam os rumos daquele grupo e surgia o temor de que outros grupos sociais decidissem se apossar daquele território. Foi quando as fortificações começaram a ser erigidas. As cidades começaram a se fechar entre muros cada vez mais altos e mais cheios de defesas.

Os grupos sociais começaram a se tornar muito grandes e deram nomenclaturas a seus territórios.  O medo da perda os tornou violentos.  Observe, caro leitor,  nunca é a força que torna uma sociedade violenta;  é sua fraqueza diante das dificuldades dentro de seu território ou aquelas que chegam de fora e colocam em cheque a “civilização” ali construída.

As guerras visam dar demonstração de força, mas não é esta a realidade.  A força está no diálogo e na construção.  A força reside na soma das diversas competências dos grupos sociais para que se alcance um bem comum e maior,  onde a paz só traga progresso e riqueza material e cultural.

Atualmente, sabemos que as guerras, como existiram nos moldes antigos, não podem mais existir. É claro! Assim como as fortificações, hoje, são apenas monumentos históricos, as potentíssimas armas que se exibem nas paradas militares não servem mais para nada. As armas são cada vez menores, mais potentes e destruidoras.  E o pior!  Não sabemos exatamente de onde provêm.  Deste ou daquele país? Deste ou daquele grupo político? De uma coisa não se pode duvidar. O poder é o motor de todos os conflitos, sejam eles reais ou não.  E o mais triste:  anônimos.

Só há uma forma de termos um mundo igualitário e voltado para o bem comum.  É não deixar as divergências que são, na sua maioria, implantadas nas nossas mentes por diversos meios, encontrem eco.  Para que isto ocorra, precisamos de uma religião ou de algo especial? Não! A palavra RESPEITO é fundamental. Se gosto de ser respeitado, preciso respeitar meu próximo. Preciso saber que sua palavra, sua opinião, suas opções, valem tanto quanto as minhas.

O progresso real virá das somas das multiplicidades em direção ao bem comum.  É utópico? Pode ser que sim. Como podemos saber? Já tentamos? Jamais! Sempre deixamos que nossas fraquezas nos dominassem.  Jamais aceitamos o diálogo real.  Sempre queremos ter razão.  E a vida não é assim.  Muitas vezes,  a razão está em todos;  basta a soma das ideias para se chegar a algo nunca visto anteriormente.

De uma coisa jamais escaparemos:  da derrota,  enquanto deixarmos que a violência ancestral prevaleça.  Vamos somar para ganhar.  Vamos multiplicar para termos um mundo do qual nos orgulhemos e sejamos felizes.

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