A Modernidade da EMPATIA

 In Momento de Reflexão

“Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele.”

Carl Rogers

“A empatia é certamente um dos mais nobres sentimentos humanos. Para entender e ajudar o próximo é necessário se imaginar na condição dele.”

Lázaro de Souza Gomes

“Perceber o que as pessoas sentem sem que elas o digam constitui a essência da empatia.”

Daniel Goleman

“Empatia não é se colocar no lugar do outro, é entender que o outro é outro.”

Desconhecido

 

EMPATIA se tornou uma palavra da moda.  E muitas pessoas não conhecem seu sentido correto.  Confundem-na com simpatia.  E não é nada disso.  Empatia vem do prefixo grego IN = interno e PATHOS = sentimento.   Ao juntar o prefixo e o substantivo,  vemos que o sentido da palavra é a capacidade que nossa psique (alma) tem de se conectar aos sentimentos e emoções do outro e ativar nossa inteligência emocional para compreender e auxiliá-lo.  É um sair de seu mundo para tentar entrar no mundo do seu semelhante para perceber seus sentimentos e dificuldades sob o ponto de vista dele.  É um momento em que você deve ser totalmente imparcial e sua opinião não conta nem um pouco!   A empatia pode ser sintetizada na palavra compreensão, muito genericamente e a simpatia, na palavra união, também de forma muito genérica.

Tentando ser didática, diria que a simpatia se encontra no primeiro nível da percepção do outro ser, porque há uma vontade de compartilhamento dos sentimentos do outro.  A empatia é o nível dois, onde você se vê na situação do outro, se coloca no lugar dele e vive o que ele sente.  É muito difícil, admitamos, chegar a esse nível. Entretanto, nada é impossível. Se você se predispuser a compreender e respeitar o posicionamento dos outros, sem críticas inúteis,  você será percebido como alguém em quem se pode confiar para o melhor e para o pior.  Não se trata de ter pena, de não querer magoar, trata-se tão somente de se colocar na posição da dificuldade do outro e ser sincero nas suas colocações, na forma como ajuda seu semelhante.  Também não implica você mudar seu pensamento ou tentar fazer com que aquele que lhe procurou, mude.  Deseja que você lhe dê uma palavra de alento,  para que ele (a)  se sinta mais confortável,  com menos dor na alma.  E, se você realmente estiver disposto a deixar algo de positivo no coração doído de um semelhante, você encontrará argumentos para poder lhe dizer palavras que o acalmem e aliviem da pressão que sente.

Isto significa, em poucas palavras, “não ser egoísta”.  É só você se lembrar de que não seria ninguém se não tivesse tido o cuidado de que necessitou, após seu nascimento e por muitos anos. Pense em quantas pessoas se voltaram para você, para tentar entender o que você queria e para conduzir você até onde quis ou pôde chegar.

Estamos vivendo momentos muito difíceis.  “Quero que você me compreenda,  mas eu nada quero fazer para compreender você.”  “Quero que você aceite o que eu digo como verdadeiro,  mas não abro a mínima possibilidade para saber o que você pensa.”  Tudo funciona assim, pouco mais ou pouco menos. Há um verbo que entrou em moda: polarizar. E o substantivo polarização acompanha. Como se fosse o normal, o saudável. E não se pode reclamar de que estamos mais doentes a cada dia que passa.

Fala-se muito em Deus, mas não se consegue enxergar quem está ao nosso lado.  Fala-se demais em pedir que Deus cuide de todos, mas não somos capazes de sorrir para quem está ao nosso lado. Estender a mão, sorrir, dialogar, interessar-se pelo outro, não tenho tempo. Deus que faça isso!

E a solidão vai nos corroer o corpo e a alma.  Como já disse tantas vezes, não fomos criados para isso. Vamos nos reencontrar para poder encontrar o outro que nos estende a mão e pede que o vejamos.

A tecnologia nos tem auxiliado profundamente em nossas vidas diárias, no progresso científico,  nas conquistas em todos os ramos do conhecimento.  Entretanto,  falha de forma lamentável na questão humana,  até mesmo porque este não é seu setor.  É nosso!  Você já observou como os animais estão assumindo nossos lugares na questão humana?  Eles nos estão ensinando a como dar amor e carinho, sem nada pedir.  A oferecer o olhar terno e compreensivo sem exigir reciprocidade.  Eles estão fazendo brilhantemente o que deveríamos fazer uns pelos outros e não nos dignamos a sorrir, a cumprimentar, a acompanhar alguém enfermo.  Nós temos visto, nas redes sociais, que cães, pássaros e outros animais nos mostram atos deum que se importa com o(s) outro(s).

Sintetizando, a empatia é nossa tábua de salvação enquanto espécie.  Se não entendermos isso rapidamente, estaremos nos condenando ao mais completo descaso e abandono.

Fale com Monique S.

Agende uma consulta ;)