A educação está fora de moda?

 In Momento de Reflexão

“Educação é aquilo que a maior parte das pessoas recebe, muitos transmitem e poucos possuem.”

Karl Kraus

” Nem sempre o grau acadêmico significa educação e respeito com o próximo”

Chil Emerson David

“EDUCAÇÃO e RESPEITO não tem nada a ver com classe social, são valores que vem de família.”

Maria Zenith Andrade Brandão

“Se todos soubessem conversar e pedir favores aos demais, com respeito e educação, todos teríamos exatamente tudo o que desejamos…”

Paulo Ricardo Zargolin

 

Paciência?  Esgotada!  Gentileza?  Esgotada!  Grosseria?  Em alta!  Indiferença?  Em alta!  Egoísmo?  Em alta!  Presunção?  Em alta!

Tenho observado, com grande tristeza, que a comunicação não tem mais a educação e o respeito necessários.  Chamar os outros de “senhor” e “senhora” é o que se entende por educação.  Daí para diante,  o desrespeito campeia.  Em todos os níveis.

Recebemos valores transmitidos por nossas famílias e por nossos professores, nas escolas.  De que isto tem adiantando?  De nada, porque parece haver uma necessidade de transgredir todos os valores recebidos.   Ser gentil e educado não arranca qualquer pedaço.  Infelizmente, a grosseria se tornou uma constante.

Um triste exemplo é ver um cidadão ser abordado na rua por uma autoridade policial e o famoso “Sabe com quem está falando?”  surgir.   Arrogante.  Posudo.  Inadequado.  Lastimável.  Não é verdade que todos sejam iguais perante a lei.  Há os que primam pela falta de educação, de respeito aos valores mais elementares e se outorgam o direito de querer humilhar os que lhe são inferiores hierarquicamente, mas que podem lhe ser infinitamente superiores no quesito educação e respeito.

A cada dia que passa, estamos nos desfazendo de nossa roupagem humana.  Não sabemos mais respeitar os valores dos demais.  Queremos impor os nossos a todo e qualquer custo, porque estes é que são dignos de respeito;  os dos outros,  de nada valem.   A propriedade alheia também não merece respeito e pode ser depredada e vilipendiada; afinal, nada me custou.  Que dizer do dinheiro público?  Se posso ser esperto e não pagar a passagem, fingir que paguei por um produto e ainda pedir o troco,  ver que alguém deixou cair um pertence na rua e não lhe devolver (e ainda sair rindo),  ah, é claro que vou fazer isso!  Posso e devo burlar todas as leis que os demais cumprem porque são uns bobalhões  e eu não sou desse jeito.  Sou uma pessoa descolada, esperta!

Ter educação e ser gentil só nos traz esses valores como retorno. Passamos a ser apreciados e queridos por sabermos nos portar em qualquer lugar aonde vamos. Tratarmos os outros respeitosamente é fundamental.  Não há necessidade de se elevar a voz, de se exaltar.  Gostamos que nos respeitem, que deem valor nosso trabalho.  Façamos isso, também.  Se desejo ser apreciado, devo também saber apreciar o que de bom o outro sabe me mostrar.

Você pode ter a formação acadêmica que tiver, mas não sabe fazer tudo.  Muito pelo contrário.  Quanto mais você sabe de um assunto,  menos sabe de todos os outros.  Vivemos em comunidade, em sociedade e só isto nos deveria  fazer  ver que uns necessitamos muito dos outros.  É frequente você ler em textos meus a frase de Sócrates: “Só uma coisa sei:  é que nada sei”.   Ela se tornou minha filosofia de vida.  Se você a analisar com a devida calma, caro amigo leitor, verá sua profundidade.  Engloba tudo sobre o que já falamos.   Se nada sei,  como preciso dos conhecimentos que não tenho!  Como preciso ter alguém que me tire de uma situação difícil e que não sei resolver!

Finalizando nossa reflexão,  temos que reconhecer que o substantivo RESPEITO é uma via de mão dupla.  Se eu desejo ter respeito, preciso oferecê-lo.  A moda, atualmente, é que apenas alguns se acham no direito de exigir respeito e não sabem se portar ou  respeitar as formas de ser e de pensar dos demais.  Somos universos.  Um mundo existe dentro de nós.  Temos todo o direito de manifestá-lo e colocá-lo diante dos demais.  De forma gentil e cortês,  sem deixar de ser firmes e coerentes com nossos valores.  Tudo podemos, desde que saibamos respeitar os limites de nossa liberdade e da liberdade dos demais.  Há espaço para tudo e todos.  Sempre.

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